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terça-feira, 26 de abril de 2011

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Por onde anda a sua humildade?

Por que é tão difícil encontrarmos pessoas que tenham a humildade em suas características? O orgulho, a vaidade, o poder, a soberania e arrogância parecem sempre se sobrepor nas relações humanas. Algumas pessoas consideram o humilde como um ser menos digno, com menos potencial, menos capaz. Quanta ignorância! E assim querem ser tudo, menos humildes. Pisam nos outros, como se estivessem lidando com seres isentos de qualquer sentimento. Na verdade, tratam aos outros dessa maneira, pois não consideram os próprios sentimentos, pois ter sentimento pode representar ser "fraco". Não respeitam nada nem ninguém, pois também não se respeitam. Apenas estendem aos outros a maneira como foram tratadas na maior parte de suas vidas, e infelizmente, como ainda se tratam. No fundo, sentem que não são merecedores de amor e assim se tornam incapazes de amar, tornando as relações com quem se envolvem como grande fonte de sofrimento. A pessoa arrogante, orgulhosa, não conquistou a humildade, pois não sabe apreciar e valorizar a simplicidade. Tem sempre que demonstrar seu ar de superioridade, menosprezando quem está ao seu lado, pois acredita ser esse o caminho que irá garantir ser reconhecido. Desprezar o outro, o faz acreditar que é melhor, superior. As pessoas humildes realçam e valorizam as "pequenas grandes" conquistas do dia-a-dia em sua essência. Tratam as outras pessoas como seres dignos de respeito, pois possuem a capacidade de se colocarem no lugar do outro em seu sofrimento. E você, como se comporta perante o sofrimento de quem ama e das pessoas que sequer conhece? Como trata as pessoas que estão à sua volta? Como valiosos presentes em sua vida ou como se estivessem sempre atrapalhando? Como enfrenta as dificuldades que surgem em seu caminho? Como trata aqueles que por vezes o machucam? Com humildade, serenidade, confiando em sua capacidade de superar e aprendendo com cada uma dessas pessoas ou julgando-as e condenando-as? Por que, por vezes, se torna tão complicado ser flexível diante de alguns acontecimentos? Por que tendemos agir por impulsividade, sem pensar e sem analisarmos as próprias atitudes, como se só o outro fosse errado? Por sermos superiores? Sermos o certo? Quem nos garante que agimos da melhor maneira? Será que somos honestos com o outro como gostaríamos que fossem conosco? Creio que seja preciso um tempo para refletir sobre essas questões e conseguir responder essas perguntas. Afinal, ninguém é superior a ninguém, apenas podemos, sim, estar em momentos ou estágios diferentes, apenas isso.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O que nos falta para ser uma pessoa de bem?

É impressionante como há pessoas vitimadas por desequilíbrios emocionais nos dias de hoje... O veículo de manifestação da consciência mais desenvolvido do ser humano deste planeta é o corpo físico. O corpo físico, conquanto ainda ostente elementos vestigiais denunciativos de sua natureza animal (unhas, pelos etc), é estruturalmente muito avançado. Em seguida vem o nosso corpo emocional - o perispírito. Não atingiu ainda a plena evolução estrutural exatamente porque o ente humano não conquistou ainda sua Vida Interior. Com efeito, o homem em geral baila ao sabor de evos de instintos automatizados ao mesmo tempo em que experimenta progressiva capacidade de valoração cosmoética de sua própria conduta. Então, a epinefrina continua inundando o seu sangue apesar dos estímulos serem já mais sofisticados. Não há rubor preparatório da luta ou fuga diante de um predador, mas sim diante de efetivas ou pretensas ofensas que os semelhantes deflagram em suas percepções. O homem, em geral, é uma fera mal-domada e ávida por expandir os milênios de agressividade antes imprescindível à sua sobrevivência. O homem de bem busca o controle das emoções. É a grande Obra que o Ente Humano deve buscar no atual estágio. Na verdade, o tempo urge, o homem tarda na consumação de seu aperfeiçoamento mínimo. Navegamos nas águas turbulentas do mundo sensorial, megulhados no plano denso em que glândulas respondem a impulsos vibracionais, transpondo para a matéria o que, em chamas, a alma experimenta. Não é à toa que TODAS as correntes espiritualistas pregam (suplicam) que o homem deve buscar controlar suas emoções... Despiciendo reiterar os vários trechos das obras da Codificação Espírita que bem embasam o seu estudo. É uma questão de prioridade absoluta na senda de quem se pretende apto a conduzir sua própria Vida...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

domingo, 4 de abril de 2010

Páscoa chegando e uma confusão se instaurou durante um papo com amigos - Eu não dou ovos de chocolate!!não me convenceu essa história de coelho botar ovos!!! Daí, após várias risadas (a idéia de um coelho botar ovo me deixou perplexo…) resolvi explicar resumidamente de onde vem essa tradição No terceiro livro da bíblia, o Levítico, escrito por Moisés, mostra que a páscoa se originou com a consagração das primícias, onde era apresentado a Deus o resultado das plantações, as boas colheitas. Assim, o nome “ páscoa” tem origem do hebraico (Pessach), que significa passagem, estando também relacionado às celebrações pagãs da passagem dos períodos entre o inverno e a primavera. A páscoa portanto é o nascimento da liberdade do povo judeu. Deus queria a libertação de seu povo, que não era aceita pelo faraó do Egito. Como forma de puni-lo, Deus exterminou todos os filhos primogênitos das famílias egípcias, inclusive o filho do faraó, que se revoltou e ordenou que seus soldados matassem o povo judaico. Desta forma a páscoa é a libertação diante da morte, pela fuga desse povo, quando Moisés os guia ao Mar Vermelho, tornando possível a passassem dos hebreus para o lado da Terra prometida. A páscoa é uma festividade a ser celebrada em família, um dia antes de sua comemoração é feita uma limpeza nas casas, tirando tudo aquilo que pudesse prejudicar os princípios judaicos. Já na páscoa cristã, o que é lembrado é a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, três dias depois de sua crucificação. Como não se sabe exatamente o dia da ressurreição, comemoramos a páscoa no primeiro domingo depois da lua cheia, que ocorre entre os dias 21 de março e 25 de abril, chamada data do equinócio. São diversas as formas de celebrar a páscoa. Cada região simboliza a páscoa de uma forma. Seus símbolos são: - O cordeiro, que simboliza Jesus sendo morto por seu rebanho; - A cruz, que simboliza o sofrimento de Jesus; - O pão e o vinho, que simbolizam a vida eterna; - O ovo, que simboliza o novo nascimento; (esclarecidos à respeito do ovo?!) - O coelho, que simboliza a nova geração de fiéis; - O círio simboliza a luz do mundo, que é Deus; - O girassol, que simboliza a busca do homem pela luz; - A pomba, que simboliza a vinda do Espírito Santo; - O sino, que simboliza a alegria e a celebração pela ressurreição de Jesus.

terça-feira, 30 de março de 2010

Hoje em dia, acho que amar não é a melhor solução... O amor de hoje pode virar a maior decepção de amanhã... Quando não se tem a certeza daquilo que se sente... Ou quando a nossa cabeça esta confusa... Temos que tomar uma decisão... Pois o coração nunca se engana... Às vezes magoamos alguém... Sem perceber, sem saber a dor que estamos causando... Mas quando esse sentimento frio nos atravessa a alma, e nos faz refletir sobre o passado... É ai que nós percebemos do mal que causamos... É nesses momentos que dizemos “por quê? porque que eu fiz isto... Porque que eu fiz sofrer alguém que me amava"... Mas só depois de os erros estarem feitos é que o arrependimento se sente... Mas o amor é isto... O amor é o sentimento mais doce, mas ao mesmo tempo o mais cruel que pode existir... Tanto nos enche de alegria, nos coloca um sorriso no rosto, parece que somos os donos do mundo... Como de repente de um momento para o outro nos trai... Nos engana... Nos abandona... Mas é sem duvida esse sentimento que nos faz crescer e aprender... Porque amar não é só rir ou chorar... É saber passar pelas dificuldades com os nossos próprios erros... Ha uma frase que diz: "nunca troques aquilo que amas por aquilo que desejas, pois aquilo que desejas te trocara por aquilo que ama..." Conheço muita gente... Muitas pessoas que cometeram este erro... E que se arrependeram... Pessoas que diziam que nunca trocariam um grande amor por um simples desejo... Por mais longe que estivesse... Por mais difícil que fosse de suportar... Mas no final cometeram esse erro... Ao trocarem quem realmente amavam por quem desejavam. E o amor que agora permanece pela pessoa que outra hora desejou espera que seja retribuído... Porque afinal de contas... Desprezou quem as amava... Para amar quem as despreza...

quinta-feira, 25 de março de 2010

MARTE x VÊNUS

Nunca tinha entendido por que as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes. Nunca tinha entendido tudo isso de Marte e Vênus. E nunca tinha entendido por que os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração. Uma noite, semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama. Bom, começamos a ficar à vontade, fazer carinhos, e nesse momento, ela fala: 'Acho que agora não quero, só quero que você me abrace'. Eu falei: 'O QUEEEEEE??????' Ela falou: 'Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher'. Comecei a pensar onde podia ter falhado. No final, assumi que naquela noite não ia rolar nada, virei e dormi. No dia seguinte fomos a um grande hipermercado, com muitas lojas dentro dele. Dei uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como não podia decidir por um ou outro, falei para comprar os três. Então ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem, a R$ 200,00 cada par. Respondi que tudo bem. Depois fomos à seção de joalheria, de onde saiu com uns brincos de diamantes. Estava tão emocionada! Deveria estar pensando que fiquei louco, agora penso que estava me testando quando pediu também uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga. Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim. Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso; Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz! Quando ela falou: 'Vamos passar no caixa para pagar' , tive dificuldade para me segurar ao falar com ela: 'Não, meu bem, acho que agora não quero comprar tudo isso'. Ela ficou pálida. Ainda falei: 'Só quero que você me abrace'. No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei: 'Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras como homem..' Acredito que o sexo acabou para mim até o natal de 2008... Luis Fernando Veríssimo

A covardia no amor!

"A pior covardia de um ser humano é despertar o amor em outra pessoa sem ter a intenção de amar." O comentário, do autor desconhecido, fala sobre o poder de ilusão sobre as pessoas e a incapacidade de amar. O ser humano tem esse poder de sedução, mesmo que não seja de intenção, atraímos pessoas pela nossa simpatia, carinho, atenção, compreensão e entre outros motivos. Mas também existem aquelas pessoas que fazem por prazer, que usam uns aos outros sem dó nem piedade, só para se satisfazer de suas carências. Essa forma de usar as pessoas parece não ser tão importante para quem faz, mas é importante para quem sente. A pessoa que esta do lado oposto se submetendo a esse tipo de ilusão, muitas vezes acha que tudo é real e que esta vivendo um amor correspondido e intenso. A ilusão muitas vezes deixa as pessoas cegas ao ponto de não enxergar que aquilo não é real e cria um mundo dentro de si totalmente surreal, imaginando situações, sonhando, desejando e se apaixonando ainda mais por alguém que não faz idéia do que esta cometendo. Quando descoberta a ilusão, a decepção é muito grande e as conseqüências são inúmeras. Depois de se envolver numa paixão tão facilmente, não será com a mesma facilidade que vai conseguir deixar de amar a pessoa. o sofrimento é muito grande a ponto de cometer muitos atos espontâneo por conta do coração e da dor. Portando, não se deve despertar amores sem ter intenção de prosseguir com o romance, pois não existe amor proibido, apenas pessoas incapazes de amar e de serem felizes.

quarta-feira, 24 de março de 2010

O preço Costumo comparar os relacionamentos a um comercio onde cada um estipula o preço de sua mercadoria, no caso, seu coração, e estipula também o tamanho do seu capital (do amor que tem pra dar) Suponhamos que uma pessoa tenha juntado um determinado capital a fim de comprar uma certa mercadoria. Se ela sabe o valor de seu dinheiro há de procurar por uma mercadoria que va-lha exatamente aquilo que está dis-posta a pagar. E como todo bom com-prador, tal pessoa não comprará nada que seja “falsificado” ou “barato de-mais”, exceto se for um péssimo nego-ciante. Tal pessoa sabe que é melhor esperar até que a mercadoria desejada esteja disponível no mercado. Se ela não tiver pressa, vai procurar calmamente. Porém se estiver precisando com ur-gência e não souber avaliar devida-mente a “mercadoria”, corre o risco de tomar prejuízo, afinal existe tanta pro-paganda enganosa..... Assim são as pessoas que procuram por um relacionamento afetivo. Sua moeda (o amor que trás no peito) e a mercadoria que tanto busca é o cora-ção de outro alguém, afinal, amor com amor se paga! Em contrapartida quem tem a merca-doria pra vender, provavelmente não venderá para o primeiro que aparecer, a menos que tenha muita urgência...e está disposta a fazer um mau negocio pra não ficar com a “mercadoria esto-cada”. Ela há de entregar a mercadoria (seu coração) somente para quem tiver capital afetivo suficiente para pagar o preço. Assim fica fácil entender porque muitos relacionamentos não dão certo. Existem pessoas que investem “muito capital afetivo” e não tem o retorno desejado, e acabam comprando “gato por lebre”! Outras se vendem por um preço muito abaixo do estimado, somente pra não ficar com a mercadoria encalhada se deteriorando. Anna Fonseca

Simples assim!

Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Mário Quintana

terça-feira, 23 de março de 2010

Relacionamentos

Relacionamentos Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa: - Ah, terminei o namoro... - Nossa, estavam juntos há tanto tempo... - Cinco anos.... que pena... acabou... - é... não deu certo... Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos essa coisa completa. Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível. Tudo junto, não vamos encontrar. Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele. Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona... Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta. Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão? O legal é alguém que está com você, só por você. E vice-versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. E nem todo sexo bom é para descartar... ou se apaixonar... ou se culpar... Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ???? Arnaldo Jabor

quinta-feira, 18 de março de 2010

Ingratidão!

As decepções oriundas da ingratidão não serão de molde a endurecer o coração e a fechá-lo à sensibilidade. Porquanto o homem de coração, como dizes, se sente sempre feliz pelo bem que faz. Sabe que, se esse bem for esquecido nesta vida, será lembrado em outra e que o ingrato se envergonhará e terá remorsos da sua ingratidão. Mas, isso não impede que se lhe ulcere o coração. Ora, poderá nascer-lhe a idéia de que seria mais feliz, se fosse menos sensível, se preferir a felicidade do egoísta. Triste felicidade essa ! Saiba, pois, que os amigos ingratos que os abandonam não são dignos de sua amizade e que se enganou a respeito deles. Assim sendo, não há de que lamentar o tê-los perdido. Mais tarde achará outros, que saberão compreendê-lo melhor. Lastimai os que usam para convosco de um procedimento que não tenhais merecido, pois bem triste se lhes apresentará o reverso da medalha. Não vos aflijais, porém, com isso: será o meio de vos colocardes acima deles. A Natureza deu ao homem a necessidade de amar e de ser amado. Um dos maiores gozos que lhe são concedidos na Terra é o de encontrar corações que com o seu simpatizem. Dá-lhe ela, assim, as primícias da felicidade que o aguarda no mundo dos Espíritos perfeitos, onde tudo é amor e benignidade. Desse gozo está excluído o egoísta.

terça-feira, 16 de março de 2010

Para viver um grande amor

Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso - para viver um grande amor. Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro - seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausura-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada - para viver um grande amor. Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só, vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado para chatear o grande amor. Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade - para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vaidade é desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor. Para viver um grande amor, além de ser fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô - para viver um grande amor. Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito - peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor. É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista - muito mais, muito mais que na modista! - para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor... Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, estrogonofes - comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra a cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor? Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto - pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente - esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia saber gastar dinheiro com poesia - para viver um grande amor. É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que - que não quer nada com o amor. Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva obscura e desvairada não se souber achar a bem-amada para viver um grande amor. Vinicius de Moraes

segunda-feira, 15 de março de 2010

O que seria mais óbvio para vc?

"A reencarnação, afirmada pelas vozes de além-túmulo, é a única forma racional por que se pode admitir a reparação das faltas cometidas e a evolução gradual dos seres. Sem ela, não se vê sanção moral satisfatória e completa; não há possibilidade de conceber a existência de um ser que governe o universo com justiça. "Se admitirmos que o homem vive actualmente pela primeira vez neste mundo, que uma única existência terrestre é o quinhão de cada um de nós, a incoerência e a parcialidade, forçoso seria reconhecê-lo, presidem à repartição dos bens e dos males, das aptidões e das faculdades, das qualidades nativas e dos vícios originais. "Todos os espíritos tendem para a perfeição, e Deus lhes faculta os meios de alcançá-la, proporcionando-lhes as provações da vida corporal. A sua justiça, porém, concede-lhes realizar, em novas existências, o que não puderam fazer ou concluir numa primeira prova. "Não obraria Deus com equidade, nem de acordo com a sua bondade, se condenasse para sempre os que talvez hajam encontrado, oriundos do próprio meio em que foram colocados e alheios à vontade que os animava, obstáculos ao seu melhoramento. Se a sorte do homem se fixasse irrevogavelmente depois da morte não seria uma única a balança em que Deus pesa as acções de todas as criaturas e não haveria imparcialidade no tratamento que a todas dispensa. "A doutrina da reencarnação, isto é, a que consiste em admitir para o espírito muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à ideia que formamos da justiça de Deus para com os homens que se acham em condição moral inferior; a única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças, pois oferece os meios de resgatarmos os nossos erros, por novas provações. A razão no-la indica e os espíritos a ensinam. "O homem que tem consciência da sua inferioridade haure consoladora esperança na doutrina da reencarnação. Se crê na justiça de Deus, não pode contar que venha a achar-se, para sempre, em pé de igualdade com os que mais fizeram do que ele. Sustém-no, porém, e reanima-lhe a coragem a ideia de que aquela inferioridade não o deserda eternamente do supremo bem e que, mediante novos esforços, dado lhe será conquistá-lo. Quem é que, ao cabo da sua carreira, não deplora haver tão tarde ganho uma experiência de que já não mais pode tirar proveito? Entretanto, essa experiência tardia não fica perdida; o espírito a utilizará em nova existência". 2.2. REENCARNAÇÃO E RESSURREIÇÃO "A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. Só os saduceus, cuja crença era a de que tudo acaba com a morte, não acreditavam nisso. As ideias dos judeus sobre esse ponto, como sobre muitos outros, não eram claramente definidas, porque apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e da sua ligação com o corpo. Criam eles que um homem que vivera poderia reviver, sem saberem precisamente de que maneira o facto poderia dar-se. Designavam pelo termo ressurreição o que o espiritismo, mais judiciosamente, chama reencarnação. Com efeito, a ressurreição dá ideia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde há muito tempo dispersos e absorvidos. A reencarnação é a volta da alma, ou espírito, à vida corpórea, mas em outro corpo, especialmente formado para ele, e que nada tem de comum com o antigo. A palavra ressurreição podia, assim, aplicar-se a Lázaro, mas não a Elias, nem aos outros profetas. Se, portanto, segundo a crença deles, João Baptista era Elias, o corpo de João não podia ser o de Elias, pois João fora visto criança e seus pais eram conhecidos. João, pois, podia ser Elias reencarnado, porém, não ressuscitado". 2.3. REENCARNAÇÃO E METEMPSICOSE "Poderia encarnar num animal o espírito que animou o corpo de um homem?". Allan Kardec submete aos espíritos a questão, inscrevendo-a sob n.º 612 em "O Livro dos Espíritos", para averiguar a veracidade ou não de certas afirmações populares que informavam poderem as almas retornar à Terra num corpo de animal para pagamento de infracções cometidas contra a Lei. Esclarecem os espíritos: "Isso seria retrogradar, e o espírito não retrograda. O rio não remonta à sua nascente". E o codificador comenta: "Seria verdadeira a metempsicose, se indicasse a progressão da alma, passando de um estado inferior a outro superior, onde adquirisse desenvolvimentos que lhe transformassem a natureza. É, porém, falsa no sentido de transmigração directa da alma do animal para o homem, e reciprocamente, o que implicaria a ideia de um retrocesso...". "A reencarnação, como os espíritos a ensinam, funda-se, ao contrário, na marcha ascendente da natureza e na progressão do homem, dentro da sua própria espécie, o que em nada lhe diminui a dignidade. O que o rebaixa é o mau uso que ele faz das faculdades que Deus lhe outorgou para que progrida". Emmanuel explica como nasceu entre os egípcios a doutrina da metempsicose: "... O grande povo dos faraós guardava a reminiscência do seu doloroso degredo na face obscura do mundo terreno. E tanto lhe doía semelhante humilhação que, na lembrança do pretérito, criou a teoria da metempsicose, acreditando que a alma de um homem podia regressar ao corpo de um irracional, por determinação punitiva dos deuses. A metempsicose era o fruto da sua amarga impressão, a respeito do exílio penoso que lhe fora infligido no ambiente terrestre". "Pitágoras foi o primeiro que introduziu na Grécia a doutrina dos renascimentos da alma, doutrina que havia conhecido em suas viagens ao Egipto e à Pérsia. Ele tinha duas doutrinas, uma reservada aos iniciados, que frequentavam os mistérios, e outra destinada ao povo; esta última deu nascimento ao erro da metempsicose. Para os iniciados, a ascensão era gradual e progressiva, sem regressão às formas inferiores, enquanto ao povo, pouco evoluído, se ensinava que as almas ruins deviam renascer em corpos de animais...". "O vulgo não quer ver hoje na metempsicose mais do que a passagem da alma humana para o corpo de seres inferiores. Na Índia, no Egipto e na Grécia ela era considerada, de um modo mais geral, como transmigração das almas para outros corpos humanos. Tendemos a crer que a descida da alma à animalidade num corpo inferior não era, como a ideia do Inferno, no catolicismo, mais do que um espantalho, destinado, no pensamento dos antigos, a apavorar os maus. Qualquer retrocesso desta espécie seria contrário à justiça, à verdade; além de que o desenvolvimento do organismo, ou perispírito, vedando ao ser humano a possibilidade de continuar a adaptar-se às condições da vida animal, torná-la-ia, aliás, impossível" 2.4. REVISÃO HISTÓRICA SOBRE A TEORIA DAS VIDAS SUCESSIVAS "A doutrina das vidas sucessivas, ou reencarnação, é também chamada palingenesia, de duas palavras gregas - palin, de novo, genesis, nascimento. O que há de mais notável é que, desde os albores da civilização, ela foi formulada, na Índia, com uma precisão que o estado intelectual dessa época longínqua não fazia pressagiar. "Com efeito, desde a mais alta Antiguidade, os povos da Ásia e da Grécia acreditaram na imortalidade da alma, e mais ainda, muitos procuravam saber se essa alma fora criada no momento do nascimento ou se existia antes. "A Índia é, muito provavelmente, o berço intelectual da humanidade, e é interessante que se encontrem nos vedas e no Bhagavad Gita passagens como as que se seguem: "Assim como se deixam as vestes gastas para usar vestes novas, também a alma deixa o corpo usado para revestir novos corpos"... "Os mundos voltarão a Brama, ó Arjuna, mas aquele que me atingiu não deve mais renascer"... "Encontra-se no mazdeísmo, religião da Pérsia, uma concepção muito elevada, a da redenção final concedida a todas as criaturas, depois de haverem, entretanto, experimentado as provas expiatórias, que devem conduzir a alma humana à sua felicidade final...". "Na Grécia vai-se encontrar a doutrina das vidas sucessivas nos poemas órficos; era a crença de Pitágoras, de Sócrates, de Platão, de Apolónio e de Empédocles. Com o nome de metempsicose falam dela muitas vezes nas suas obras, em termos velados, porque, em grande parte, estavam ligados pelo juramento iniciático; contudo, ela é afirmada com clareza no último livro da "República", em "Fedra", em "Timeu" e em "Fedon". "Platão adopta a ideia pitagórica da palingenesia. Ele fundou-a em duas razões principais, expostas no "Fedon". A primeira é que, na natureza, a morte sucede à vida, e, sendo assim, é lógico admitir que a vida sucede à morte, porque nada pode nascer do nada, e se os seres que vemos morrer não devessem mais voltar à Terra tudo acabaria por se absorver na morte. Em segundo lugar, o grande filósofo baseia-se na reminiscência, porque, segundo ele, aprender é recordar. "A escola neoplatónica de Alexandria ensina a reencarnação, precisando, ainda, as condições, para a alma, dessa evolução progressiva. "Para Plotino, a alma comete faltas, é condenada a expiá-las, recebendo punições em infernos tenebrosos; depois, é obrigada a passar a outro corpo, para recomeçar suas provas... "Porfírio não crê na metempsicose, ainda mesmo como punição das almas perversas e, segundo ele, a reencarnação só se opera no género humano. "Segundo Jâmblico, a justiça de Deus não é a justiça dos homens. O homem define a justiça sob o ponto de vista da sua vida actual e do seu estado presente. Deus define-a relativamente às nossas existências sucessivas e à universalidade das nossas vidas. "Entre os romanos, que receberam a maior parte dos seus conhecimentos da Grécia, Virgílio exprime claramente a ideia da palingenesia... Diz também Ovídio que a sua alma, quando for pura, irá habitar os astros que povoam o firmamento, o que estende a palingenesia até aos outros mundos semeados no espaço. "Os gauleses praticavam a religião dos druidas, acreditavam na unidade de Deus e nas vidas sucessivas. "Durante todo o período da Idade Média, a doutrina palingenésica ficou velada, porque era severamente proscrita pela Igreja, então toda-poderosa... Foi preciso chegar aos tempos modernos, e à liberdade de pensar e de discutir publicamente, para que a verdade das vidas sucessivas pudesse renascer à grande luz da publicidade". "Descartes, Leibnitz e Kant tiveram uma certa intuição destes factos (caracteres dissemelhantes dos gémeos e terem os meninos-prodígio talentos que os pais não possuíam); Descartes, sobretudo, na sua teoria das ideias inatas... "Todas estas religiões se basearam na crença nas vidas sucessivas: o bramanismo, o budismo, o druidismo, o islamismo. O cristianismo primitivo não abriu excepção à regra. Traços desta doutrina se nos deparam no Evangelho. Os padres gregos Orígenes, Clemente de Alexandria e a maior parte dos cristãos dos primeiros séculos admitiam-na...". «Ainda que em tempos remotos grandes pensadores cristãos tenham aceite a doutrina das vidas sucessivas, como Orígenes, Agostinho, Francisco de Assis, Jerónimo, entre inúmeros outros pensadores religiosos e leigos, antigos e modernos, muitos mantêm-se na obstinada negativa de quem concluiu sem estudar, como o que não viu e não gostou.» Segundo Leslie D. Weatherhead, da Igreja Anglicana de Londres (The Case for Reencarnation, de Leslie D. Weatherhead, Londres, 1958), o conceito das vidas sucessivas foi rejeitado pela Igreja Católica no Concílio de Constantinopla, em 553, por votação, na qual a reencarnação perdeu por 3 a 2. O que realmente aconteceu foi que um sínodo local condenou os ensinamentos de Orígenes acerca da preexistência da alma, em 553, na cidade de Constantinopla, crê-se que até por imposição política do imperador Justiniano, a cuja esposa desagradava a ideia de poder reencarnar como escrava, se maltratasse os escravos, como então se ensinava. 2.5. A REENCARNAÇÃO NA BÍBLIA E NOS EVANGELHOS Entre os hebreus, a ideia das vidas anteriores era geralmente admitida. A crença nos renascimentos da alma encontra-se indicada em inúmeras passagens da Bíblia, de forma mais ou menos velada, porém, claramente nos evangelhos. Em Isaías, cap. XXVI, v. 19, encontramos: Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo; aqueles que estavam mortos em meio a mim ressuscitarão. Despertai do vosso sono e entoai louvores a Deus, vós que habitais o pó... É também muito explícita esta passagem de Isaías: "Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo". Se o profeta houvera querido falar da vida espiritual, se houvera pretendido dizer que aqueles que tinham sido executados não estavam mortos em espírito, teria dito "ainda vivem", e não "viverão de novo". No sentido espiritual, seria um contra-senso, pois implicaria uma interrupção na vida da alma. No sentido da regeneração moral, seria a negação das penas eternas, pois estabelece, em princípio, que todos os que estão mortos viverão". E Job, no cap. XIV, v. 10 a 14, na versão da Igreja grega, assim escreve: Quando o homem está morto, vive sempre; acabando os dias da minha existência terrestre, esperarei, porquanto a ela voltarei de novo. "...O princípio da pluralidade das existências acha-se claramente expresso... A versão da Igreja grega é mais explícita, se é que isso é possível. "Acabando os dias da minha existência terrena, esperarei, porquanto a ela voltarei, ou voltarei à existência terrestre. Isto é tão claro como se alguém dissesse: "Saio de minha casa, mas a ela tornarei". Em várias passagens dos Evangelhos aparece claramente a ideia da reencarnação, sendo referida pelos evangelistas, demonstrando que era ponto de uma das crenças fundamentais dos judeus. 1. "Jesus, tendo vindo às cercanias de Cesareia de Filipe, interrogou assim seus discípulos: "Que dizem os homens em relação ao Filho do Homem? Quem dizem que eu sou?". Eles lhe respondem: "Dizem uns que és João Baptista; outros, que Elias; outros, que Jeremias, ou algum dos profetas". Perguntou-lhes Jesus: "E vós, quem dizeis que eu sou?". Simão Pedro, tomando a palavra, respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo"... (S. Mateus, cap.XVI, vv. 13 a 17; S. Marcos, cap. VIII, vv. 27 a 30). 2. "Nesse interim, Herodes, o Tetrarca, ouvira falar de tudo o que fazia Jesus, e seu espírito se achava em suspenso - porque uns diziam que João Baptista ressuscitara dentre os mortos; outros que aparecera Elias; e outros que um dos antigos profetas ressuscitara. Disse então Herodes: "Mandei cortar a cabeça a João Baptista; quem é então esse de quem ouço dizer tão grandes coisas?" E ardia por vê-lo. (S. Marcos, cap. VI, vv. 14 a 16; S. Lucas, cap. IX, vv. 7 a 9). 3. "Após a transfiguração, os seus discípulos então o interrogaram desta forma: "Porque dizem os escribas ser preciso que antes volte Elias?". Jesus lhes respondeu: "É verdade que Elias há-de vir e restabelecer todas as coisas, mas eu vos declaro que Elias já veio e eles não o conheceram e o trataram como lhes aprouve. É assim que farão sofrer o Filho do Homem". Então seus discípulos compreenderam que fora de João Baptista que ele falara". (S. Mateus, cap. XVII, vv. 10 a 13; S. Marcos, cap. IX, vv. 11 a 13). "A ideia de que João Baptista era Elias e de que os profetas podiam reviver na Terra está em muitas passagens dos Evangelhos, notadamente nas acima reproduzidas (n.º 1, 2 e 3). Se fosse errónea essa crença, Jesus não houvera deixado de a combater, como combateu tantas outras". Ainda o Evangelho de S. João apresenta afirmação mais categórica do Cristo com referência à doutrina das vidas sucessivas: Ora, entre os fariseus, havia um homem chamado Nicodemos, senador dos judeus, que veio à noite ter com Jesus e lhe disse: "Mestre, sabemos que vieste da parte de Deus para nos instruir como um doutor, porquanto ninguém poderia fazer os milagres que fazes se Deus não estivesse com ele". Jesus lhe respondeu: "Em verdade, em verdade, te digo, ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo". Disse-lhe Nicodemos: "Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda vez?" Retorquiu-lhe Jesus: "Em verdade, em verdade, te digo: Se um homem não renasce da água e do espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do espírito é espírito. Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo..." Respondeu-lhe Nicodemos: "Como pode isso fazer-se? - Jesus lhe observou: "Pois quê! És mestre em Israel e ignoras estas coisas?"... (S. João, cap. III, vv. 1 a 12). "Esta última observação do Cristo mostra bem que ele se surpreendeu não conhecesse um mestre em Israel a reencarnação, porque ela era ensinada como doutrina secreta aos intelectuais da época. "Uma das provas que se pode apresentar é a de que existiam ensinos ocultos ao comum dos homens, e que foram compilados nas diferentes obras que constituem a Cabala. "No ensino secreto, reservado aos iniciados, proclamava-se a imortalidade da alma, as vidas sucessivas e a pluralidade dos mundos habitados. "Não há dúvida de que, sob o nome de ressurreição, o princípio da reencarnação era ponto de uma das crenças fundamentais dos judeus, ponto que Jesus e os profetas confirmaram de modo formal; donde se segue que negar a reencarnação é negar as palavras do Cristo. Um dia, porém, as suas palavras, quando forem meditadas sem ideias preconcebidas, reconhecer-se-ão autorizadas quanto a esse ponto, bem como em relação a muitos outros. "A essa autoridade, do ponto de vista religioso, se adita, do ponto de vista filosófico, a das provas que resultam da observação dos factos. Quando se trata de remontar dos efeitos às causas, a reencarnação surge como de necessidade absoluta, como condição inerente à humanidade; numa palavra: como lei da natureza... "Sem o princípio da preexistência da alma e da pluralidade das existências são ininteligíveis, na sua maioria, as máximas do Evangelho, razão por que têm dado lugar a tão contraditórias interpretações. Somente esse princípio lhes restituirá o sentido verdadeiro". 2.6. REENCARNAÇÃO E EVOLUÇÃO ANÍMICA "Tomando-se a humanidade no grau mais ínfimo da escala espiritual, perguntar-se-á se é aí o ponto inicial da alma humana. "Na opinião de alguns filósofos espiritualistas, o princípio inteligente, distinto do princípio material, individualiza-se e elabora-se, passando pelos diversos graus da animalidade. É aí que a alma se ensaia para a vida e desenvolve, pelo exercício, as suas primeiras faculdades. Esse seria para ela, por assim dizer, o período de incubação. Chegada ao grau de desenvolvimento que esse estado comporta, ela recebe as faculdades especiais que constituem a alma humana. Haveria assim filiação espiritual do animal para o homem, como há filiação corporal. "Este sistema, fundado na grande lei de unidade que preside à criação, corresponde, forçoso é convir, à justiça e à bondade do Criador; dá uma saída, uma finalidade, um destino aos animais, que deixam então de formar uma categoria de seres deserdados, para terem, no futuro que lhes está reservado, uma compensação para os seus sofrimentos. O que constitui o homem espiritual não é a sua origem: são os atributos especiais de que ele se apresenta dotado ao entrar na humanidade, atributos que o transformam, tornando-o um ser distinto, como o fruto saboroso é distinto da raiz amarga que lhe deu origem. Por haver passado pela fieira da animalidade, o homem não deixaria de ser homem; já não seria animal, como o fruto não é a raiz, como o sábio não é o feto informe que o pôs no mundo". "O sentimento da justiça absoluta diz-nos também que o animal, tanto quanto o homem, não deve viver e sofrer para o nada. Uma cadeia ascendente e contínua liga todas as criações; o mineral ao vegetal, o vegetal ao animal, e este ao ente humano... " A alma elabora-se no seio dos organismos rudimentares. No animal está apenas em estado embrionário; no homem adquire o conhecimento, e não mais pode retrogradar. Porém, em todos os graus ela prepara e conforma o seu invólucro. As formas sucessivas que reveste são a expressão do seu valor próprio. A situação que ocupa na escala dos seres está em relação directa com o seu estado de adiantamento". "A finalidade da alma é o desenvolvimento de todas as faculdades a ela inerentes. Para consegui-lo, ela é obrigada a encarnar grande número de vezes, na Terra, a fim de acendrar suas faculdades morais e intelectuais, enquanto aprende a senhorear e governar a matéria. É mediante uma evolução ininterrupta, a partir das formas de vida mais rudimentares, até à condição humana, que o princípio pensante conquista, lentamente, a sua individualidade. Chegado a esse estágio, cumpre-lhes fazer eclodir a sua espiritualidade, dominando os instintos remanescentes da sua passagem pelas formas inferiores, a fim de elevar-se, na série das transformações, para destinos sempre mais altos". "No dia em que a alma, libertando-se das formas animais e chegando ao estado humano, conquistar a sua autonomia, a sua responsabilidade moral, e compreender o dever, nem por isso atinge o seu fim ou termina a sua evolução. Longe de acabar, agora é que começa a sua obra real; novas tarefas a chamam. As lutas do passado nada são ao lado das que o futuro lhe reserva. Os seus renascimentos em corpos carnais se sucederão...". 2.7. REENCARNAÇÃO E EVOLUÇÃO DO HOMEM "Quando o espírito tem de encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que mais não é do que uma expansão do seu perispírito, liga-o ao germe que o atrai com uma força irresistível, desde o momento da concepção. À medida que o germe se desenvolve, o laço encurta-se. Sob a influência do princípio vital - material do germe -, o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, une-se, molécula a molécula, ao corpo em formação, donde o poder dizer-se que o espírito, por intermédio do seu perispírito, se enraíza, de certa maneira, nesse gérmen, como uma planta na terra. Quando o gérmen chega ao seu pleno desenvolvimento, completa é a união; nasce então o ser para a vida exterior". "À medida que o espírito se purifica, o corpo que o reveste aproxima-se igualmente da natureza espírita. Torna-se-lhe menos densa a matéria, deixa de rastejar penosamente pela superfície do solo, menos grosseiras se lhe fazem as necessidades físicas, não mais sendo preciso que os seres vivos se destruam mutuamente para se nutrirem. O espírito acha-se mais livre, e tem, das coisas longínquas, percepções que desconhecemos. Vê com os olhos do corpo o que só pelo pensamento entrevemos. "Da purificação do espírito decorre o aperfeiçoamento moral para os seres que eles constituem, quando encarnados. As paixões animais enfraquecem-se e o egoísmo cede lugar ao sentimento de fraternidade. Assim é que, nos mundos superiores ao nosso, se desconhecem as guerras, carecendo de objecto os ódios e as discórdias, porque ninguém pensa em causar dano ao seu semelhante. A intuição que seus habitantes têm do futuro, a segurança que uma consciência isenta de remorsos lhes dá, fazem com que a morte nenhuma apreensão lhes cause. Encaram-na de frente, sem temor, como simples transformação. "A duração da vida, nos diferentes mundos, parece guardar proporção com o grau de superioridade física e moral de cada um, o que é perfeitamente racional. Quanto menos material o corpo, menos sujeito às vicissitudes que o desorganizam. Quanto mais puro o espírito, menos paixões a miná-lo. É essa ainda uma graça da Providência, que desse modo abrevia os sofrimentos".

"REENCARNAÇÃO E VIDAS PASSADAS"

A curiosidade do ser humano em relação a vidas passadas não é de hoje. Várias correntes do pensamento filosófico e religioso pregam o retorno à vida, tantas vezes quantas necessárias até a perfeita evolução espiritual. Outras, de origem oriental, dizem que os renascimentos são constantes, sendo seu limite um mistério. Ultimamente até a ciência, através da física quântica, tem se interessado pelos fenômenos inexplicáveis. Reconhece que existe alguma estrada que poderia nos ligar a um registro cósmico que guarda informações do passado. Este mesmo pensamento é encontrado no fenômeno que C. G. Jung, notável psicólogo suíço, chamou de sincronicidade. Historicamente falando, a teoria da reencarnação é tão antiga como a história do próprio homem. Os povos orientais sempre se mostraram sensíveis à crença na reencarnação, aceitando-a e atribuindo-lhe um grande destaque religioso. O budismo e várias seitas hindus sempre acataram a reencarnação da alma. O mesmo podemos dizer dos primeiros cristãos, dos antigos egípcios e dos antigos gregos, que tinham na reencarnação um dos pontos básicos de suas crenças. No Tibet, o Dalai Lama é considerado a reencarnação do seu antecessor. Pitágoras, o grande matemático, afirmava ter sido Euforbos, filho de Pantos. O próprio Kardec reconhecia ter sido, em uma de suas encarnações, um sacerdote druida, motivo que fez com que adotasse o pseudônimo Allan Kardec. O espiritismo admite a reencarnação como o processo das existências sucessivas, retomando o espírito do mesmo ponto evolutivo em que se encontra para um novo aprendizado ou para restabelecer o equilíbrio perdido em fases anteriores. Os relatos de reencarnação também estão presentes nos depoimentos de grandes santos e doutores da igreja. Orígenes, sábio cristão e mestre da igreja, ensinava que "todas as almas chegam a este mundo fortalecidas pelas vitórias ou debilitadas, pelas derrotas de uma vida pregressa”. Dizia que o nosso lugar neste planeta é determinado por nossos méritos ou deméritos do passado". Essa afirmação traduz sua ampla confissão da sua crença viva na reencarnação da alma. São Gregório, Bispo de Nissa, afirmou que "a alma precisa purificar-se e isso não acontecendo durante a vida na Terra, deve ser realizado em outras vidas futuras". Na índia, até hoje, admite-se a reencarnação da alma em corpos humanos, podendo a mesma retroagir e reencarnar em corpos de animais. A maioria das religiões que acreditam em reencarnação, a considera o caminho para a purificação e salvação. O Hinduismo, a religião em prática mais antiga do mundo, é unida pela aceitação do samsara, uma cadeia de nascimentos e mortes ligadas pela reencarnação. Controlar o samsara é a lei do carma. Os Hindus acreditam que todos os indivíduos acumulam carma durante uma vida. Boas ações geram bom carma, e más ações criam carma negativo. Ele não é determinado ou regulado por nenhum Deus; simplesmente é adquirido por um indivíduo e passado para suas vidas posteriores. Já o budismo fundado há 2.500 anos, incorporou a crença hindu na reencarnação. A maioria dos budistas, acreditam no samsara ou no ciclo de renascimento. Apesar da crença na reencarnação ser um elemento predominante de muitas religiões orientais, ela também foi ensinada no antigo mundo ocidental. Algumas antigas religiões greco-romanas acabaram influenciando a filosofia de famosos pensadores como Platão, que acreditava que a alma reencarnava repetidas vezes. É impressionante o número de relatos de pais que afirmam que seus filhos descrevem com convicção a lembrança espontânea de uma existência anterior! As lembranças espontâneas, mais comuns ocorrem entre 3 aos 7 anos de idade e, geralmente, quando as crianças estão em períodos de relaxamento. O humor pode variar, mas o tom de voz e o modo de falar são sempre diretos e naturais. Relatam algo que lembram, como sendo um fato ocorrido há umas emana ou há um mês. Podem usar palavras que não pertençam ao seu vocabulário habitual, ou falar com mais fluência e/ou confiança. Costumam aparentar paz no rosto ou apresentar um olhar vago. A criança pode falar de coisas que os pais sabem que não teve oportunidade de aprender ou tomar conhecimento; pode falar em uma língua desconhecida da família (há relatos de gêmeos que falavam aramaico entre si); quando relata um fato, é do seu ponto de vista, como, por exemplo, o que via ao afogar-se, ou ao ser atropelada. Há alguns comportamentos e/ou sinais típicos: fobias, habilidades espontâneas, talentos natos, sinais de nascença, defeitos físicos, fortes afinidades por culturas diferentes, ou por outra época ou aversões inexplicáveis. Podem apresentar lembranças de locais em que nunca estiveram. Os gatilhos que fazem disparar lembranças espontâneas podem ser os mais variados: - sons, odores, sabores, acontecimentos traumáticos, fotografias, filmes, visão de sangue e etc. Nestes casos os pais devem: - manter a calma; - respeitar os sentimentos; - distinguir entre fantasias e lembranças verdadeiras; - permitir que as emoções aflorem; - esclarecer com cuidado o que é passado e o que é presente; - reafirmar que agora está em outra vida, com um novo corpo e que é amado e aceito; - manter um registro das lembranças; pois poderá ser útil futuramente, para a criança ou para os próprios pais. Mas a criança, e até mesmo o adulto, pode entrar em contato com suas vidas passadas também através dos sonhos. Tem um texto médico tibetano do século XI, onde narra que as lembranças de vidas passadas começam na 26° semana intra-uterina; as evidências médicas atuais confirmam que nesta fase da gestação já há evidências de sono REM (característico dos períodos de sonho). Podemos perceber que o sonho traz lembranças e conteúdos de vidas passadas quando: . É muito vivo, dando uma impressão profunda de que é real. . Quando os sonhos ou pesadelos são repetitivos, acompanhando a pessoa até a vida adulta. . Quando se sente como outra identidade, sendo outra pessoa, em outro tempo e lugar, fala línguas diferentes durante os sonhos. Por isso, é sempre bom lembrar que as crianças podem ser almas antigas habitando corpos infantis, trazendo suas memórias celulares e genéticas. Quantas vezes você já teve a sensação de que já esteve em algum lugar sem nunca tê-lo visitado, já ter visto uma pessoa sem nunca tê-la conhecido. Ou simplesmente, ver a pessoa pela primeira vez, e de cara, ter uma empatia ou antipatia. Esse fenômeno é conhecido como: "Déjà vu" que significa "Já visto" em francês. Normalmente essa sensação vem acompanhada de uma forte emoção que pode despertar sentimentos diversos, negativos ou positivos. Isso ocorre porque o espírito sobrevive à morte física e o inconsciente das pessoas armazena experiências e sentimentos ao longo de vidas sucessivas. Então, num dado momento, o inconsciente, despertado por uma visão, uma palavra, ou algum outro fato relevante traz ao consciente essas memórias provocando o fenômeno "Déjá vu". Como o inconsciente, nem sempre separa o passado do presente, ficamos com a impressão de que o fato refere-se à vida atual. O despertar dessas "memórias", também pode ser provocado intencionalmente, com o objetivo da cura psicoterapêutica, com o método chamado "TVP" - Terapia de Vidas Passadas, que é um método de tratamento da Psicologia, praticado por profissionais credenciados. A Regressão as Vidas Passadas é apenas uma das técnicas aplicadas à TVP. Na Regressão o paciente é levado a relaxar para permitir o acesso ao seu inconsciente. Nesse processo, surgem em sua mente, lembranças dessa vida (da infância, ou até mesmo da fase intra-uterina) ou de vidas passadas. O paciente pode citar nomes, descrever fatos, pessoas, e vivenciar intensamente a sua regressão. Através da Regressão, o paciente é levado a desvendar problemas do passado, dessa vida ou de outras, que possa, estar interferindo no presente. Quando finalmente, consegue separar acontecimentos passados de vivências presentes, o seu inconsciente é “reprogramado” para compreender a natureza de seus conflitos; dores físicas, traumas emocionais, problemas de relacionamento, etc., identificando-os com o passado e eliminando-os do presente. Embora muitos de nós não tenhamos lembranças conscientes de vidas passadas, nós não só estamos vivendo os efeitos do que provocamos naquelas vidas, como são aquelas mesmas causas que fizeram com que nascêssemos novamente. Muitas vezes as pessoas se deparam com uma atividade pela primeira vez, e se surpreendem ao verificar que possuem uma capacidade incrível para aquilo. Ou seja, ela não sabia que já sabia! É o caso do grande pintor e escultor Michelangelo, que criou: Davi e pintou os afrescos da capela cistina. Monzart… já era um prodígio no violino e no teclado desde a infância, onde começou a compor aos cinco anos de idade. Sem citar outros gênios da humanidade, como Leonardo Da Vinci, que desde cedo manifestou inteligência, sabedoria, criatividade, dons e talentos impossíveis de se obter em uma única existência. São verdadeiros gênios com potenciais latentes que se manifestaram magnificamente Você sabia que as lembranças que traz de vidas passadas influenciam diretamente em seu dia-a-dia? Trata-se da sua herança astral, que você carrega de outras vivências. Isso quer dizer que todo mundo tem um carma e uma missão a cumprir aqui na Terra para conseguir ser feliz. Uma outra forma de abordar as vidas passadas é através da Astrologia Cármica e da Numerologia Kármica. Estas técnicas procuram resgatar as experiências de outras vidas, que com certeza influenciam sua vida atual, para resolver e compreender com maior facilidade os problemas e as atitudes que tem hoje. Isso significa que cada pessoa tem um carma em seu caminho e uma missão que deve cumprir para se purificar e alcançar seu crescimento. Através da Astrologia e da Numerologia se pode descobrir qual é o seu carma e qual a sua missão. Quer saber qual é a sua? Então, não perca tempo, descubra já tudo o que deve fazer para evoluir espiritualmente e encontrar a harmonia e paz de espírito!

A dor de Amar!

Já foram cantadas em verso e prosa As incoerências desse tal "amor"... É um amargo-doce, dor deliciosa, É tristeza alegre, é frio no calor. E os sentimentos daquele que ama Com fervor intenso, com obsessão, Conforme a ciência já hoje proclama, São fontes de stress, de flagelação. Mas como viver sem curtir no peito Esse stress vibrante e o sofrer de amar, Delícias de ter um cúmplice perfeito, Dores e prazeres de compartilhar? E como ficar nas noites sombrias Sem sentir na alma a amorosa brisa, De um abraço amigo pleno de magias, E do afago amante que nos realiza? Se amar é sofrer... stress e flagelo... Hão de preferir nossos corações O fascínio eterno de um doce libelo A um destino insosso, pobre de emoções...

quinta-feira, 11 de março de 2010

quarta-feira, 10 de março de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010



Claro que as nossas convicções públicas revelam pensamento aberto e coração arejado, na sincera demonstração de nossas concepções mais intimas. O ensinamento do Cristo, porém, lançou raízes mais profundas no solo do nosso entendimento.

A lâmpada acesa da lição divina é, antes de tudo, o símbolo de nossa atitude positiva, nos variados ângulos da existência.

O discípulo do Evangelho é convidado a afirmar-se, no mundo, a cada instante.

Se foste ofendido, não conserves a luz do perdão nas dobras obscuras dos melindres enfermiços.

Se encontraste a dificuldade, não escondas a coragem nos resvaladouros da fuga.

Se foste surpreendido pela provação, não enterres o talento da fé no deserto do desânimo.



Se foste tocado pela dor, não arremesses a esperança ao despenhadeiro da indiferença.

Se sofres perseguição e calúnia, não arrojes a oração no precipício do desespero.

Se a luta te impôs a marcha entre espinheiros, oferecendo-te fel e vinagre, não ocultes o teu valor espiritual, sob os detritos da inconformação ou do desalento.

Faze a tua viagem na Terra, em companhia do Amigo Celestial, de coração elevado à Vontade Divina, de cabeça erguida na fidelidade à religião do dever bem cumprido, de consciência edificada no bem invariável e de braços ativos e diligentes na plantação das boas obras.

Não disfarces os teus conhecimentos de ordem superior e aprende a usá-los, em benefício dos semelhantes e em favor de ti mesmo, porque assim, ainda mesmo que o sacrifício supremo na cruz se te faça prêmio entre os homens, adquirirás na Vida Maior a felicidade de haver buscado a luz da própria sublimação.

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER.



Felicidade Interna Bruta (PIB vs FIB)


O termo foi criado pelo rei do Butão Jigme Singye Wangchuck, em 1972, em resposta a críticas que afirmavam que a economia do seu país crescia miseravelmente. Esta criação assinalou o seu compromisso de construir uma economia adaptada à cultura do país, baseada nos valores espirituais budistas. Assim como diversos outros valores morais, o conceito de Felicidade Interna Bruta é mais facilmente entendido a partir de comparações e exemplos do que definido especificamente.



Enquanto os modelos tradicionais de desenvolvimento têm como objectivo primordial o crescimento económico, o conceito de FIB baseia-se no princípio de que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade humana surge quando o desenvolvimento espiritual e o desenvolvimento material são simultâneos, assim se complementando e reforçando mutuamente. Os quatro pilares da FIB são a promoção de um desenvolvimento socio-económico sustentável e igualitário, a preservação e a promoção dos valores culturais, a conservação do meio-ambiente natural e o estabelecimento de uma boa governança.

domingo, 7 de março de 2010

Se eu morrer antes de você,faça-me um favor: Chore o quanto quiser,mas não brigue com Deuspor Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar,não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contaremalgum fato a meu respeito,ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo,só porque morri,mostre que eu tinha um pouco de santo,mas estava longede ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio,mostre que eu talvez tivesse um poucode demônio, mas que a vidainteira eu tentei ser bom e amigo. Espero estar com Ele o suficiente paracontinuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escreveralguma coisa sobre mim,diga apenas uma frase: - "Foi meu amigo,acreditou em mime me quis mais perto de Deus!" - Aí, então, derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxugá-la,mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído,irei cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando,dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito felizvendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai,aí, sem nenhum véu a separar a gente,vamos viver, em Deus,a amizade que aqui nos preparou para Ele. Você acredita nessas coisas?Então ore para que nós vivamoscomo quem sabe que vai morrer um dia,e que morramos comoquem soube viver direito. Amizade só faz sentido se traz o céupara mais perto da gente,e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Mas, se eu morrer antes de você,acho que não vou estranhar o céu... "Ser seu amigo...já é um pedaço dele..."Chico Xavier
CONFIE SEMPRE Não percas a tua fé entre as sombras do mundo. Ainda Que Os Teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima De ti mesmo. Crê e trabalha. Esforça-te no bem e espera Com paciência. Tudo passa e tudo se renova na terra, mas o que vem do céu permanecerá. De todos os infelizes os mais desditosos são os que perderam a confiança Em Deus e em si mesmo, porque o maior infortúnio é sofrer a privação Da fé e prosseguir vivendo. Eleva, pois, o teu olhar e caminha. Luta e serve. Aprende e adianta-te. Brilha a alvorada além da noite. Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte. Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia.Chico Xavier
Todos precisamos refletir sobre qual o melhor caminho a se seguir! Nem sempre estar só significa que estamos sozinhos!
Coisas do mundo virtual....A gente nunca sabe realmente com quem está falando!!